Eventualmente, chegamos a um momento em que as decisões têm de ser tomadas.
Sim ou não. Quero ou não quero. Sou ou não sou...
Nesse momento o mundo parece desabar. Todos os pequenos factores que influenciam, mesmo que ligeiramente, a nossa vida parecem assaltar-nos a mente, com mil armas prontas a disparar caso escolhamos erradamente.
O que ganhamos com essa decisão? Valerá a pena tomá-la? Não estaremos suficientemente confortáveis com aquilo que já temos, mesmo que incompleto?
Mas pior ainda, aquilo que, em qualquer momento, todos pensamos... o que perdemos se a tomarmos? Será assim tão importante arriscar? E se for errado? Se perdermos o que tínhamos?
Se errarmos, nada nos garante que consigamos voltar atrás... que consigamos desfazer essa decisão.
Talvez devêssemos perguntar: o que perdemos se não a tomarmos? Estaremos a perder um pedaço de nós? A recostar-nos e a escolher a opção fácil? Talvez. Talvez estejamos a perder um pouco de dignidade a cada momento, ou simplesmente a afastar-nos de nós mesmos.
E pensamos: porquê escolher? Porquê arriscar? Porquê dar um passo à frente e assumir o que queremos? Porquê pedir mais do que o que já se tem? Porquê sequer tentar?
E se nem o quisermos realmente? E se o nosso objectivo se afasta, inversamente ao pretendido?
E se conseguirmos? E se tomarmos a decisão? Se nos enfrentarmos a nós mesmos e sairmos da nossa zona de conforto? Se formos capazes de pedir o que queremos e esperar fervorosamente uma resposta assertiva?
Mas, ah!, e se for tarde demais?

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