domingo, 2 de novembro de 2008

Fosso

Havia algo estranho naquele lugar. Era frio, e escuro. Ouviam-se as pingas de água a cair compassadamente.
Ouviam-se vozes. Não vozes humanas... Pareciam falar numa qualquer língua estranha que, no entanto, era entendida na perfeição. Gritavam sussurrando-me ao ouvido. Chamavam-me sedutoramente de encontro ao caos, instalando a confusão na minha mente.
Caí em roda, numa espiral de sentimentos, momentos e sensações. Voltei passado, experimentei futuros e caí. Continuei a cair até me apreceber que não havia chão. Que estava a cair no abismo do pensamento. A saltar da falésia da segurança, e a despenhar-me no centro das minhas próprias dúvidas e confusões...
Tudo à minha volta girava, e girava, e girava... O fosso era demasiado fundo, demasiado assustador...
À minha volta só via perguntas, decisões, dúvidas... Dúvidas às quais não sabia sequer dizer "sim" ou "não".
Inevitavelmente, atingi o solo... um chão duro e pedregoso..
Caminhando deambulo por esses caminhos sinuosos onde me perco sistematicamente. Encontrei várias portas ao longo do caminho, mas nenhuma delas ainda abriu com a única chave que trago comigo. Escurece cada vez mais... E, à medida que caminho, rezo, para encontrar a fechadura que me deixe, por fim, sair...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Eu

Olá!

Falando um pouco de mim, antes de fazer deste blog um antro de escrita... Sou uma rapariga de extremos. Tenho pancas até mais não, e tenho um pé neste mundo e um no outro. Sempre no limbo entre o mundo fascinante que é a escrita, e o mundo em que todos vivemos, não deixando de ser, por isso, alucinante...
Não sei definir-me. Aliás, não me considero facilmente definível. Vão descobrindo!
Espero que se divirtam com os textos que, ocasionalmente, escrever (é que isto da inspiração é lixadinho!).

Beijinhos e abraços*
Fiquem bem

Carolina