
Somos humanos. Será isso uma bênção ou uma maldição?
Somos os seres pensantes, aqueles que inventam, criam, e fazem escolhas. Aqueles que olham o mundo de forma diferente, que vivem segundo crenças e que fazem amizades e se apaixonam. Os que constroem, destroem e dominam. Os seres inteligentes.
Todo o conhecimento, todo o controlo sobre os instintos mais básicos, torna-nos tristes, enfadonhos. Porque pensamos demasiado. No "porquê", no "e se...", no "será". Não arriscamos demasiado, e imaginamos cada momento como gostaríamos que fosse.
Somos dependentes do pensamento e, apesar dos benefícios, ele torna-nos fracos.
Somos, no fundo, vulneráveis à dor. Não uma dor física, uma dor que não se vê, algo que não conseguimos controlar totalmente e que monopoliza o nosso reino de contos de fadas.
Somos capazes de julgar alguém pela aparência, ou pelas suas primeiras palavras, sem esperar para usar a dita inteligência e arriscar conhecê-la.
A nossa mente é lugar de confusões enormes, nas quais não conseguimos sequer discernir o que é certo ou errado. E tudo, porque ousamos acreditar que o mundo foi feito para nós.
Nao foi.

