E ali estava. Aquela pequena chama. Fraca, inconstante e que poderia a qualquer momento ser apagada por uma brisa. No entanto, a alegria reinava.
Há meses que não conseguia fazer fogo. Quando fazia faísca queimava-se e retraía-se e, por vezes, não tinha sequer força para raspar dois seixos um no outro as vezes suficientes para que o fogo surgisse.
Há meses que não conseguia fazer fogo. Quando fazia faísca queimava-se e retraía-se e, por vezes, não tinha sequer força para raspar dois seixos um no outro as vezes suficientes para que o fogo surgisse.
Mas estava ali. O pequeno ramo, crepitante, que os olhos dela refectiam, húmidos.
Era um sinal de que as coisas estavam, lentamente a voltar ao normal. E se conseguira criar esta chama, talvez conseguisse criar outras.
Ou alimentá-la com ramos e folhas secas, para não deixar o lume extinguir-se.
Era um sinal de que as coisas estavam, lentamente a voltar ao normal. E se conseguira criar esta chama, talvez conseguisse criar outras.
Ou alimentá-la com ramos e folhas secas, para não deixar o lume extinguir-se.
Sentiu o calor, e o sorriso formou-se mais uma vez.
Teria de decidir a melhor forma de continuar o seu caminho. A pequena gruta onde se abrigara protegera-a da intempérie, e naquela terra nunca fazia muito frio. A temperatura era amena, naquela noite de Janeiro.
A chama, frágil, parecia devolver-lhe o olhar, hipnotizando-a. Tinha esquecido o quão poderosa podia ser uma pequena luz.
Recolheu alguns paus e folhas outonais que encontrou espalhados pela gruta.
Fazendo um círculo de pequenas pedras, ateou a fogueira. Continuava a ser uma fogueira pequenina, apropriada a uma casa de bonecas. Mas era o seu fogo, o seu lume, que a tanto custo conseguira recuperar.
Teria de decidir a melhor forma de continuar o seu caminho. A pequena gruta onde se abrigara protegera-a da intempérie, e naquela terra nunca fazia muito frio. A temperatura era amena, naquela noite de Janeiro.
A chama, frágil, parecia devolver-lhe o olhar, hipnotizando-a. Tinha esquecido o quão poderosa podia ser uma pequena luz.
Recolheu alguns paus e folhas outonais que encontrou espalhados pela gruta.
Fazendo um círculo de pequenas pedras, ateou a fogueira. Continuava a ser uma fogueira pequenina, apropriada a uma casa de bonecas. Mas era o seu fogo, o seu lume, que a tanto custo conseguira recuperar.
Aqueceu um pouco as mãos e esperou que se extinguisse, mas a luz manteve-se. Revelando recantos desconhecidos da gruta e humidade nas pedras tumulares.
Talvez amanhã saísse, à procura de galhos, ou mesmo de um ramo mais robusto, com que aumentar o seu pequeno milagre.
Ou talvez decidisse apenas ir em busca de melhor morada.
Para já, o fogo chamava-a. Pedia-lhe que não fosse.
Talvez amanhã saísse, à procura de galhos, ou mesmo de um ramo mais robusto, com que aumentar o seu pequeno milagre.
Ou talvez decidisse apenas ir em busca de melhor morada.
Para já, o fogo chamava-a. Pedia-lhe que não fosse.
E ela ficou.